
despreocupada e inocente das partituras
ecoando ainda nos lábios adocicados dos ventos
que como o bordado vivo de um lençol
habitasse primeiro a correnteza do sangue
por onde explodem em melodia
tanto os sinos como a Filosofia
A tua incandescente luz atravessa
o fechar das pestanas as sombras
dos que têm o coração pequeno
e encantas qual caleidoscópio
aqueles que sabem florir
como os minúsculos pingos
no arco-íris depois das chuvas
És criança vestida de versos
nas páginas projetadas nos tetos
por onde viajam os meus olhos
por repetidas vezes
e eu te acaricio e endeuso
para repetir a minha única jura
- serás a fênix
Porque a tua sina entremeia-se
pelo impulsionar silencioso
das asas de um pássaro
no seu bater cadenciado
que os olhos não podem alcançar
para te levar comigo
como já levo
em transparente segredo
sonhando o dia em que resplandecerás
como girassóis no jardim da casa
e na seda do travesseiro
onde enfim eu descansarei
sorrindo
pela Poesia
(Cissa de Oliveira)
RMoon
Um comentário:
Olá Reggina!
Na poesia eu busco alimento
sacio esta minha fome voraz
encho meu corpo de sentimento
e absorvo tudo o que for capaz
Bom fim de semana. Beijos.
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