
vejo descortinar-se o grande
véu escuro que se adentra ao mar.
O açoite do vento,
o lamento do tempo,
o desafio de um vazio,
e feridas a curar...
No desequilíbrio do grande silêncio,
um sussurro a gritar.
Um murmúrio que geme,
uma mão que se estende,
uma voz a cantar...
E o breve brilho dos meus olhos,
buscam a um cais chegar.
Sem porto e sem norte,
vagando na sorte,
naufrago na morte,
que o tempo esqueceu de apagar!
o. Vasconcelos
M@ria
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